Cores de Aidê | Site Oficial

Sobre a Banda

 

Cores de Aidê surge no cenário artístico de Florianópolis, Santa Catarina, em 21 de fevereiro de 2015 por meio da concretização de um sonho antigo da Sarah Massí, atualmente regente e percussionista, que pretendia formar uma banda de samba reggae e, reunindo as mulheres em seu entorno, tudo foi possível.

Ao longo da sua existência a Banda Cores de Aidê agregou mulheres diversas em seus percursos, histórias, estéticas, vivências, gerações e procedências através da percussão, fazendo-as convergir na compreensão da potência artística e política do samba reggae e na construção coletiva da identidade conceitual da criação da logomarca, composições autorais, espetáculos cênico, repertório, figurino, coreografia, arranjos de vozes, entre outros.

A percepção de um meio percussivo hegemonicamente masculino no cenário musical do país, especialmente no samba reggae, torna a proposta de uma formação de mulheres estrategicamente transgressora e provocativa, uma vez que, por meio dos seus tambores, fazem suas vozes ecoarem e serem ouvidas.

É, também, por meio do samba reggae que as Cores de Aidê vislumbram um caminho possível de se posicionar artístico-politicamente no Sul do Brasil.

Conheças as integrantes!

Por que “Cores de Aidê”?
A banda revela a sua identidade e a intencionalidade do grupo já na escolha do nome: Cores de Aidê. Aidê é uma figura mitológica que aparece nos cânticos de capoeira do Brasil e conta que ela era negra africana que foi traficada no período escravocrata para o país, e seu Senhorzinho se apaixona por ela lhe oferece a “liberdade” caso ela se case com ele, Aidê se recusa e foge pro quilombo de Camugerê onde encontra os negros irmão e descobre o grande amor. Por meio da Aidê nos vemos representadas por não monetarizar nossos afetos, não capitalizar nossos valores e posicionamentos, compreendemos que a liberdade está com as nossas e por meio da liberdade de todas e com todas.

O termo “Cores” também é acionado de modo provocativo e reflexivo, intencionalmente, uma vez que as cores também simbolizam exclusões quando definimos as “cores de menina” e “cores de menino”, também quando definimos a cor de pele da “beleza padrão”. Então ter em sua composição mulheres de grupos étnicos diversos, opções sexuais, idades, classes, percursos e discursos que nem sempre são homogêneos proporcionam um ambiente constante de troca e escuta, nem sempre suave, mas com muito respeito.

O que nos move?
Temos que como missão contribuir, através da percussão e do samba reggae, para a emancipação das mulheres por meio do fortalecimento da autoestima e da compreensão identitária, bem como a ressignificação dos corpos através da música e dança afro-brasileira que se desenvolve em um ambiente seguro criado pelas próprias agentes. E também para a compreensão de que as mulheres podem e devem estar onde quiserem, uma vez que transgredimos o meio percussivo através da inclusão de mulheres com corpos, idades, etnias, classes sociais, opções sexuais, religiões e origens diversas deslocando o padrão hegemonicamente masculino desse nicho musical para torná-lo mais democrático de fato.

As atividades da banda são ensaios semanais e rodas de conversa periódicas com o “Bloco Cores de Aidê” que, atualmente, contam com mais de 100 mulheres e teve seu primeiro carnaval em 2017, inaugurando o que muitas chamaram de “carnaval feminista”. Nosso repertório, composições autorais e temas das rodas de conversa contemplam os debates sobre gênero e racismo.

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