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Cauane Maia

Cauane Maia, nasceu em São paulo, mas mudou-se para Salvador-Ba, junto com a sua família, antes de completar dois anos de idade e passando boa parte da sua vida neste local. Desse modo, declara-se “baiana naturalizada” e desde a primeira infância teve o samba reggae como trilha sonora da sua trajetória, uma vez que a década de 1980 e 1990 foram o período de ápice deste ritmo, genuinamente afro-brasileiro, que uniu o reggae, o samba duro do recôncavo baiano e elementos das religiões de matrizes africanas às letras politizadas que contam a e exaltam a cultura negra, além de denunciar as mazelas que acometem o povo negro e descaso do Estado.

Aos 16 anos, em 1998, Cauane participou de uma banda de samba reggae chamada “Furacão” que reunião adolescentes do bairro periférico de Mata Escura, Salvador-Ba, em torno da arte. Nas bandas de samba reggae mistas, ou seja, compostas por homens e mulheres era possível perceber que as mulheres ficavam com os instrumentos mais “leves”, sendo sempre encaradas como frágeis e reforçando o mito da domesticidade, afirma Cauane.

A necessidade de subsistência e vontade de buscar alternativas diferentes para sua trajetória, direcionou as atenções de Cauane para a carreira profissional. Desse modo, atuou no mercado de produtos financeiros por 15 anos e se afastou da militância do movimento negro e da arte durante boa parte deste período. A profissão levou-a a diversas partes do país e do mundo, inclusive ao seu novo local de residência Florianópolis-SC.

Desde 2008 Cauane reside em Floripa e se dedica a sua formação intelectual e artística direcionada ao combate às opressões com o seguinte currículo: Mestranda  em antropologia social pelo Programa de Pós Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sua pesquisa aborda o protagonismo das Mulheres Negras em Florianópolis através do conceito de intersecção de raça e gênero; Graduanda em ciências econômicas (UFSC); Bacharel em Administração (CRA/SC 26145); Integrante do núcleo A-funda Núcleo de Pesquisa de Fundamentos da Antropologia (PPGAS/UFSC); Inserida na  linha de pesquisa é Identidade, Etnicidade e Migração (PPGAS/UFSC); Pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB/UDESC) através da coordenação do grupo de estudantes negros e negras dos curso de economia da Udesc e Ufsc; Colunista do Portal Catarinas; Militante do Coletivo Negro 4P: Poder Para o Povo Preto; Vocalista e percussionista das Cores de Aidê, atua na pesquisa e formação política através das pautas de combate às opressões raciais e de gênero, bem como na gestão de recursos da banda e Bloco.