Cores de Aidê | Site Oficial

Bê Sodré

Bê Sodré, manezinha da ilha, tem 21 anos, é graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado de Santa Catarina e professora de apoio pedagógico num Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos pela Prefeitura Municipal de Florianópolis. É percussionista na banda de samba reggae Cores de Aidê, atualmente assumindo o repique.

Iniciou sua história com a arte e a música já criança, ao ver seu avô, semianalfabeto, tocar todos os instrumentos de percussão sem ler partitura alguma, tirando as músicas apenas de ouvido. Seu avô tinha alguns instrumentos em casa, e isso foi o pontapé inicial na vida musical de Bê, pois toda vez que o vô saia para trabalhar, ela pegava todos os instrumentos e montava a banda de uma menina só. Tinha um apreço maior pela timba, que, ao som de Rei do Gado, colocava no chão e tocava sentada nela. A família sempre apoiou esse amor pela arte e, anos depois, Bê ingressou na Escola Municipal de Música de Biguaçu (cidade em que cresceu e morou até o início de 2017). Lá tinha aulas de teoria, solfejo e a partir do segundo semestre, aulas práticas. Bê fez, inicialmente, aulas de teclado por dois meses, já tocou instrumentos de sopro e chegou a tocar uma vez no ensaio da orquestra sinfônica de Biguaçu, porém ainda não era aquilo que ela queria. Aprendeu a tocar violão sozinha na adolescência por um empurrãozinho dos amigos, e a vontade pela percussão crescia com ela, mas não aflorada ainda.

Na faculdade, conheceu a banda Cores de Aidê e no final de agosto de 2015 ingressou como percussionista da banda, passando por todos os instrumentos, descobrindo e fazendo transbordar o mesmo dom do avô.

Atualmente, atua como regente dos naipes de repique e caixa do Bloco Cores de Aidê. Em 2017, integrou a bateria da escola de samba Embaixada Copa Lord no naipe de Xequerê, saindo pela primeira vez na avenida no carnaval 2017. Participou de oficinas e palestras de samba reggae com os mestres Pacote do Pelô e Junior Souza nas duas edições do evento “Na Levada do Samba Reggae” (ambas edições em 2016), os quais foi organizadora. Participou da campanha “Mulheres de Impacto” do Benfeitoria, em 2016. Abriu shows nacionais com a banda Cores de Aidê: Dona Onete e Larissa Luz, ambos em abril de 2017, proporcionados pela Casa de Noca. Participou duas vezes, também com a Banda Cores de Aidê, no evento “Noca Fora de Casa”. Participou da gravação do primeiro single autoral da Banda Cores de Aidê, “Negra”. Participou também do primeiro carnaval do Bloco Cores de Aidê, em fevereiro de 2017.

Na área acadêmica, participou de grupos de estudo sobre gênero e sexualidade, produzindo vídeoaulas sobre o tema e o tema do seu TCC foi: “Paisagens sonoras africanas e afro-brasileiras: narrativas de uma experimentação em Educação”, onde a banda Cores de Aidê foi importante influência para a escolha do tema. Almeja realizar o mestrado na área de música e gênero, também influenciada pela banda.